Como investir em Renda Fixa?

A Renda Fixa é um tipo de investimento onde é possível prever a rentabilidade, antes mesmo de realizar a operação. Portanto os investimentos de renda fixa estão cada vez mais populares.

Além de ser uma modalidade de investimento bem simples de iniciar, o investidor ainda conta com a segurança do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – o mesmo seguro da Poupança.

Não apenas isso, os investimentos de Renda Fixa tem ótima rentabilidade, bem mais que a poupança, que é a renda fixa de menor rendimento atualmente.

Como iniciar os investimentos de Renda Fixa?

Diversas instituições financeiras podem emitir os títulos. Mas você não precisa abrir conta em várias instituições financeiras.

Basta abrir uma conta em uma corretora de valores, onde será possível aplicar seu dinheiro em diversos títulos de várias instituições financeiras, com uma mesma conta.

É um procedimento bastante simples e que pode ser feito pelo seu computador.

Como funciona o investimento de Renda Fixa?

Investir em Renda Fixa é como emprestar seu dinheiro para os bancos, instituições financeiras e até o governo.

Você empresta dinheiro à instituição e recebe um título. E no final do prazo você recebe o dinheiro somado aos juros.

A Renda Fixa possui diversos tipos de títulos. Por isso, você tem inúmeras possibilidades diferentes para investir. 

Você pode escolher um título que tenha mais a ver com seu perfil de investidor.

Mas é interessante investir em mais de um título de tipo diferente. Com a diversidade você sempre terá pelo menos uma parcela de títulos com boa rentabilidade.

Tipos e títulos de investimento de Renda Fixa

1. Tesouro Direto

É um programa do Tesouro Nacional para comercialização de títulos públicos federais. Além disso, um dos investimentos mais procurados por quem deseja sair da poupança.

Em resumo, o investidor adquire um título público, emprestando dinheiro para o governo. Desse modo, o investidor receberá esse dinheiro acrescido de juros, em uma data predeterminada.

O título mais recomendado para iniciantes é o Tesouro Selic. Ele rende exatamente igual a taxa básica de juros da economia e possui baixa volatilidade.


Além disso, você pode resgatá-lo a qualquer momento, sendo ideal para reservas de emergência. 

2. CDB

CDB significa Certificado de Depósito Bancário. Um certificado emitido pelos bancos, com a finalidade de captar recursos para financiar suas atividades.

Em resumo, a lógica do CDB é a mesma do Tesouro Direto. O investidor empresta seu dinheiro para o banco e, em troca, recebe este capital corrigido com os juros, que normalmente segue a taxa do CDI como referência. 

Além disso, o CDB tem proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).


Logo, você não precisa se preocupar se o banco quebrar, pois o título possui garantia e você receberá o dinheiro de volta e os juros, até um valor de R$250.000 por CPF.

3. LCI e LCA

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos emitidos por bancos e instituições financeiras.

Assim como o CDB, esses títulos também possuem a segurança do FGC.


Além disso eles são isentos de Imposto de Renda. Mas mesmo isentos, eles devem ser declarados na aba “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”.

4. Fundos de Renda Fixa

Os fundos de investimento são outra modalidade de renda fixa.


Em resumo, funciona como um condomínio com vários cotistas que formam o patrimônio total do Fundo. Então, o gestor e administradora do Fundo investirão esse patrimônio em produtos de Renda Fixa.

Desse modo, o investidor ganha com o retorno das aplicações e com a valorização das cotas que possui. 

Em suma, a grande vantagem é contar com os gestores e administradores profissionais do Fundo para escolher e aplicar o seu dinheiro nas melhores alternativas de Renda Fixa do mercado.

5. Debêntures 

São títulos de renda fixa emitidos pelas empresas. Elas oferecem riscos maiores, pois não há garantia do FGC. Então, se a empresa falir, você perde o valor investido. 

No entanto, também existem as debêntures incentivadas. Visto que são emitidas por companhias ligadas a setores estratégicos, o governo oferece a isenção de tributos, como o Imposto de Renda (IR). 

6. Letras de Câmbio (LC) 

Em resumo, o princípio da LC é o mesmo do CDB. Porém, ela é emitida pelas “financeiras”, que são instituições financeiras de porte menor. 

Desse modo, a taxa de rentabilidade deste investimento costuma ser mais alta que os demais investimentos de renda fixa.

Apesar de ter um risco elevado, a LC conta com a garantia do FGC para valores de até R$250 mil.

7. CRI/CRA 

O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) são emitidos pelas securitizadoras

Mas esses títulos têm risco ligado às empresas e podem ter garantias reais (imóveis, por exemplo). 

Além disso, também têm isenção de Imposto de Renda (IR).

No entanto, é um investimento de risco elevado, pois não há cobertura do FGC. Por outro lado, a taxa de rendimentos costuma ser alta.

8. Poupança 

Ainda é uma aplicação muito popular no Brasil, mas que atualmente não é a mais recomendada, pois o seu rendimento é muito baixo. 

Modalidades dos títulos de Renda Fixa 

Títulos prefixados 

Em resumo, são aplicações que têm uma taxa de rentabilidade fixa, por exemplo, 10% ao ano.  

Dessa forma, ao investir neste título você não terá surpresas no dia do resgate. Já que o rendimento vai se manter inalterado até a data do vencimento.

Portanto, são recomendados para quem acredita que os juros da economia vão se manter baixos.  

Títulos pós-fixados 

São aplicações com taxa de rentabilidade ligada a um indexador da economia, como o CDI e a taxa Selic, por exemplo.

Uma vez que estes indicadores estão sujeitos a variações ao longo do tempo, os retornos também seguem o mesmo comportamento. 

Por isso, se o indexador subir, os seus rendimentos também aumentam e vice-versa. 

Investindo nesta categoria, você terá apenas uma previsão de quanto o seu dinheiro vai render até a data do vencimento. 

 

Títulos híbridos 

São compostos por uma parte fixa e uma variável, por exemplo: 5,0% ao ano + IPCA. 

Em resmo, você receberá exatamente a parte fixa mais o rendimento variável no momento do resgate.

Por isso, essas aplicações funcionam bem na diversificação de carteira.

Os associados à renda fixa 

IOF 

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é cobrado apenas nos primeiros 30 dias da aplicação. 

Portanto, se você solicitar o resgate neste período, haverá a cobrança do tributo. A cobrança é regressiva de acordo com a quantidade de dias. 


Ou seja, quanto mais você demorar para resgatar o dinheiro, melhor.

Imposto de Renda (IR)  

O IR está presente na grande maioria dos investimentos de renda fixa. Ele incide apenas sobre os rendimentos a uma alíquota regressiva.

Quanto maior o tempo de aplicação, menor será a taxa cobrada sobre os seus investimentos.  

A tabela regressiva começa em 22,5% sobre o lucro, reduzindo até 15% após dois anos de aplicação. 

Portanto, considere levar a aplicação pelo máximo de tempo possível, de preferência até o vencimento do título.

O pagamento é feito automaticamente, ou seja, o banco ou a corretora já separa a parcela do governo no momento do resgate do dinheiro.


Além disso, eles também fornecem um documento contendo os valores que devem ser incluídos na sua declaração anual.

Taxa de custódia CBLC 

É uma taxa cobrada apenas no Tesouro Direto, criada para proteger os seus dados e seus títulos. 

Ela é descontada semestralmente, nos meses de janeiro e julho, diretamente no saldo da corretora. No ano, ela totaliza 0,20%.  

Atualmente as aplicações no Tesouro Selic ficam isentas até o valor de R$10.000.

 

Vantagens de investir em renda fixa 

Rentabilidade: O retorno das aplicações em renda fixa é estável e recorrente quando são levados até o vencimento.

Segurança: A maioria dos investimentos de renda fixa são muito seguros. Alguns deles possuem a garantia do FGC para valores de até R$250 mil. 

Facilidade: Iniciar os investimentos é simples, totalmente online, e não é preciso acompanhar os investimentos diariamente.

Acessibilidade: Os investimentos de renda fixa são acessíveis a todos os investidores. Para começar a investir, os aportes iniciais custam a partir de R$30,00 a R$100. 

Diversificação: Atualmente as aplicações captam recursos para os mais variados fins, onde o investidor pode escolher em quais quer investir.

Liquidez diária: Alguns títulos de renda fixa possuem liquidez diária. Desse modo, você pode solicitar o resgate a qualquer momento.  

Isenção: Algumas aplicações de renda fixa contam com a isenção de impostos. 

Desvantagens de investir em renda fixa

Carência: Alguns investimentos de renda fixa possuem prazo de carência, no qual você não pode solicitar o resgate antecipado. Caso você solicite, terá que pagar multa e perderá parte dos rendimentos.  

Custos: Os investimentos de renda fixa possuem taxas e tributos, por exemplo, no Tesouro Direto há o IR, o IOF e a taxa de custódia. 

Conclusão sobre investimentos de Renda Fixa

Os investimentos de renda fixa são investimentos que oferecem retornos estáveis e previsíveis. 

Tão seguros quanto a poupança, mas possuem maior rentabilidade. Por isso, a renda fixa costuma ser muito indicada para os investidores iniciantes.  

O funcionamento é simples: os bancos, governo ou empresas emitem títulos para captar dinheiro. Os investidores compram esses títulos e em troca recebem o dinheiro acrescido de juros.

Esses títulos podem ser emitidos por diversas instituições financeiras e a melhor forma de adquiri-los é através de uma corretora de valores.

A LCI e a LCA são títulos isentos de Imposto de Renda.

No Tesouro Direto e no CDB, será cobrado o IR apenas quando o investidor resgatar o dinheiro. Além disso, os dois podem ser utilizados como margem de garantia na Bolsa.

Seja como for, existem diversas estratégias para investir em Renda Fixa e a combinação de diferentes títulos pode ser mais segura e mais rentável.

Porém, antes de investir compare os benefícios que cada um dos ativos pode oferecer, como rendimento, liquidez e prazo de vencimento.  

Uma vez que você deve tomar as suas decisões com base nos seus objetivos e perfil de investidor

Nesse sentido, para quem está começando o ideal é priorizar os investimentos de Renda Fixa com menor volatilidade e maior estabilidade.



Um grande abraço!

Roberto Navarro.

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