Conheça os 8 principais tipos de investimento de renda variável

Você conhece os investimentos de renda variável? É uma modalidade de investimento que pode ter uma boa rentabilidade, por isso é importante conhecer os principais tipos de investimentos dessa modalidade. Mesmo que já conheça, saber mais informações é sempre interessante para um bom investidor.

Os investimentos em renda variável são mais arriscados, já que os preços dos ativos são definidos diariamente pela interação entre compra e venda.

Além disso, o retorno dos investimentos não é previsível. Portanto, não é possível saber o ganho no futuro.

As decisões políticas, econômicas e o calendário externo são alguns dos fatores que interferem nos investimentos de renda variável.

Há maiores possibilidades de lucro, mas também apresenta maiores riscos.

Em suma, é uma relação conhecida como risco-retorno, ou seja, quanto maior o retorno possível, maior o risco.

No entanto, há algumas estratégias para aumentar a segurança da carteira e minimizar os riscos.

Assim sendo, conheça essas estratégias, além dos principais tipos de investimento de renda variável.

1. Ações

As ações são títulos de propriedade que conferem a seus investidores a participação na sociedade da empresa. Ao abrir o seu capital no mercado, a companhia divide o seu patrimônio em cotas, que são vendidas aos interessados em se tornar acionista do negócio.

Elas são emitidas por empresas que desejam, principalmente, captar recursos para desenvolver projetos que viabilizem o seu crescimento.

As ções podem ser de dois tipos: 

  • ordinárias
  • preferenciais

A principal diferença entre elas é que as ordinárias dão ao seu detentor direito de voto nas assembleias de acionistas, já as preferenciais permitem o recebimento de dividendos em valor superior ao das ações ordinárias, e também têm prioridade no recebimento de reembolso do capital.

Ao investir em ações de uma empresa, você se torna um dos acionistas da companhia e passa a ter o direito de receber parte dos seus lucros. Isso significa que os seus rendimentos também serão influenciados pela valorização ou desvalorização dela.​

Existem duas formas de ganhar dinheiro com ações. O investidor pode receber proventos, que é a distribuição dos lucros da empresa – ou pode obter ganhos a partir da compra e venda dessas ações.

A compra e venda de ações acontece na bolsa de valores, intermediadas pelas corretoras. Para se tornar acionista de uma empresa, o primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora.​​

Os valores de compra e venda das ações oscilam de acordo com fatores internos, da própria empresa, e externos, como o cenário político e econômico.

Portanto, a forma mais segura de investir em ações é comprando papéis de empresas com um bom histórico e boas perspectivas futuras.

2. Fundos Imobiliários (FIIs)

Os Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) são fundos para quem deseja investir seu capital no setor de imóveis. Todo o patrimônio do fundo é administrado por um gestor, que escolhe os investimentos para fazer o aporte.

Podendo ser direcionado à construção e ou aquisição de imóveis, que depois podem ser locados ou arrendados. Os lucros obtidos são repartidos entre os integrantes do fundo (respeitando a proporção aplicada por cada investidor).

Os investidores não podem exercer direitos sobre os empreendimentos, como se fossem donos do imóvel, mas também não respondem por obrigações relacionadas a eles – como aluguel, manutenção etc.

Muitos investimentos em fundos imobiliários apresentam dividendos frequentes. Portanto, investir nesse tipo de renda variável pode ser uma boa alternativa para obter renda passiva.

3. BDRs

Os Brazilian Depositary Receipts – Recibos Depositários Brasileiros (BDRs) são certificados que representam ações emitidas por empresas estrangeiras. Mas para investir nessa modalidade não é preciso abrir uma conta no exterior ou sair do país.

Mesmo lastreando ações de empresas de fora do Brasil, os BDRs são negociados dentro da nossa Bolsa de Valores. Assim, o investidor não compra diretamente as ações, mas os títulos que representam essas ações.

Mas para que isso ocorra, uma instituição financeira no exterior precisa atuar como custodiante, assegurando a guarda desses papéis. Da mesma forma que uma instituição financeira no Brasil, chamada de depositária, fica responsável pela emissão dos BDRs no território brasileiro.

4. ETFs

Os ETFs (Exchange Traded Funds – Fundos de Índice) até alguns anos atrás, eram muito conhecidos apenas no exterior. Mas agora vem ganhando espaço no Brasil.

Eles funcionam de forma semelhante aos Fundos Imobiliários, já que representam um tipo de condomínio onde os investidores investem seus recursos em conjunto.

Esses ativos são atrelados a um índice de referência. Assim, o gestor do fundo ajusta a composição do ETF de forma que ela acompanhe o indicador a que está relacionado – por isso, adquire as mesmas ações que compõem a carteira daquele índice.

O desempenho das cotas de ETF oscila de acordo com a performance, na Bolsa de Valores, dos papéis que o compõem.

No Brasil, grande parte dos ETFs está atrelada a indicadores da bolsa brasileira. Por exemplo, o BOVA11, que reflete a carteira teórica do Ibovespa.

5. Fundo de ações

Os fundos de ações se tratam de fundos de investimentos que tem como objetivo investir no mercado de ações. A sua negociação não acontece dentro do ambiente da bolsa de valores, mas junto aos bancos de investimento.

Caso você não tenha muito tempo para analisar ações individualmente ou não queira se dedicar a isso, investir em fundo de ações pode ser mais prático. Pois é possível acessar a plataforma e verificar as opções, com diferentes gestores, estratégias e níveis de risco.

Facilitando suas operações, já que as análises já estarão prontas. 

6. Fundos multimercados

Semelhante aos fundos de ações, os fundos multimercado têm uma liberdade maior para escolher os investimentos, e não precisam se limitar ao mercado de ações. 

Portanto, aportar em fundos multimercado geralmente é um modo de diversificar sua carteira. Isso porque existem fundos que mesclam, por exemplo, investimentos de renda fixa, ações, metais, derivativos, câmbio etc.

7. Fundos cambiais e ouro

Se você tiver interesse em ter o seu capital exposto ao câmbio, os fundos cambiais trabalham com esse foco. Porém, é necessário destacar que o aporte não é diretamente em moedas estrangeiras, mas em ativos e derivativos ligados a essas moedas.

Dessa forma, muitos investidores aplicam em fundos cambiais com a intenção de se protegerem contra a desvalorização do real frente a moedas como o dólar e euro. Uma estratégia conhecida como hedge financeiro.

O fundo de investimento em ouro surge a partir da captação de recursos para gerar um patrimônio e, assim, compor uma carteira de ativos.

O fundo é administrado por um gestor, que é responsável por todas as decisões e locais de compras do ouro. Influenciando diretamente no desempenho da carteira, e dependendo da estratégia de gestão escolhida, o fundo pode ter um retorno maior ou menor que o valor do ouro naquele momento.

8. Criptomoedas

As criptomoedas são moedas virtuais não produzidas ou controladas pelos bancos centrais. Elas são códigos que podem ser convertidos em valores. Sua criação se dá por meio de uma rede descentralizada de pessoas que, em seus servidores, registram as transações realizadas com essas moedas. São protegidas por criptografia e pela tecnologia de blockchain.

É possível investir em criptomoedas, entre as quais o Bitcoin é a mais conhecida. Atualmente há uma infinidade de criptomoedas circulantes, com diversos valores de mercado e projeções.

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ROBERTO NAVARRO | TERMOS DE USO | POLÍTICA DE PRIVACIDADE